Aliança Empreendedora

Fazer da economia um lugar para todos

Os três vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário receberam prêmio e reconhecimento no evento “Fazer para Mudar”

Os três vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário receberam prêmio e reconhecimento no evento “Fazer para Mudar” sobre responsabilidade social corporativa, realizado no Cietep, na última terça-feira dia 24.
O prêmio foi lançado no início de abril, teve o patrocínio master da Itaipu Binacional e do Instituto Camargo Corrêa, e contou com duas fases para a seleção dos inscritos, na primeira o objetivo era conhecer o empreendimento e o empreendedor, e na segunda, saber como pretendiam usar o dinheiro caso ganhassem.

Conheça as histórias inspiradoras dos vencedores, escritas por Sonia Stabile:

1º Lugar – Gerson Pereira – IWP Internet de Curitiba – PR

Co-fundador e diretor executivo da Aliança, Rodrigo Brito, e o vencedor Gerson Pereira.

Gerson Pereira já tem destino certo para o dinheiro que vai receber como vencedor do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário: os sete mil reais vão ampliar o alcance da sua empresa, a Internet Wireless Popular (IWP).   Graças a esse curitibano simpático de 34 anos, moradores de bairros afastados como o Tatuquara e Umbará hoje estão conectados à internet. Gerson e seu sócio, Alex Bozza, de 28 anos, democratizaram o acesso compartilhando com seus vizinhos a banda larga que as grandes operadoras achavam não valer a pena levar até lá. Hoje eles atendem quase 300 clientes e a IWP está partindo para a instação de mais uma torre – já possui seis – para ampliar o alcance do sinal de fibra ótica que conseguiu na Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).

“Acho que nós conseguimos acabar com essa história de que quem é pobre e mora longe tem que esperar um tempão prá ter internet rápida e de boa qualidade”, resume Alex, que tem uma lan-house no Tatuquara e realmente precisava de um acesso melhor. “Reinvestimos tudo que ganhamos até agora e é isso que também vamos fazer com o dinheiro do prêmio”, conta Gerson. A prosperidade nos negócios, de fato, não mudou muito o dia-a-dia de Gerson, que continua trabalhando como consultor na área de desenvolvimento de sistemas. “O que mudou foi minha visão do futuro”, explica. “Hoje eu tenho as rédeas da minha vida e, quando puder, vou trabalhar só na IWP, por causa dos desafios e porque não há sensação melhor do que essa, de trabalhar ajudando a comunidade onde a gente vive”.

 

2º Lugar – Francisco Gilmar Martins – Associação dos Artesões de Mucambo – CE

Alexandra Meira, Diretora de Projetos da Aliança Empreendedora e o 2º colocado Francisco Gilmar Martins

Todo mundo diz que o Brasil não tem super-heróis, mas a Aliança Empreendedora conhece vários e um deles, com certeza, é Francisco Gilmar Martins de Souza, um cearense de 30 anos nascido em Mucambo cuja última de várias façanhas foi conseguir o segundo lugar no 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Cumunitário, patrocinado pelo Instituto Camargo Corrêa e Itaipu Binacional e entregue na terça-feira, dia 24 de maio, em cerimônia da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

Francisco fala bem e, quando agradeceu o prêmio, arrancou risadas e encantou a platéia de empresários convidados para o evento “Fazer Para Mudar – Novas perspectivas para a responsabilidade social corporativa através do apoio ao empreendedorismo comunitário”.

Mas, afinal, o que esse cearense baixinho tanto fez para ser tão aplaudido e comparado a um super-herói?

Bom, primeiro ele transformou o trabalho de artesanato que era o sustento da sua família desde o tempo dos avós e bisavós em um negócio organizado e rentável. Depois, ele passou a ensinar o que sabia para gerar mais empregos na cidade onde mora e em seguida em todo o Ceará. Mais tarde, passou a fazer isso fora do Brasil, ministrando cursos em Cabo Verde, na África.

“Desde criança eu via minha família trabalhando com a tecelagem e meu sonho era ter um dia meu próprio negócio”, lembra Francisco. Ele conta que, desde a adolescência, participava de cursos realizados pelo Sebrae na única fábrica de tecelagem que tinha em Mocambo e que fabricava apenas redes de três panos. “Com 17 anos de idade, comecei a trabalhar nessa fábrica como enchedor de espula, mas ganhava pouco e logo vi que precisava fazer alguma coisa para mudar minha vida se não quisesse tomar o caminho de tantos nordestinos, que é arrumar uma malinha e pegar o primeiro ônibus para São Paulo.”

Francisco foi ao sítio do avô, pegou algumas palhas de bananeira e taliscas de coqueiro e pediu à mãe que colocasse aquilo no tear, de modo a criar um tipo de jogo americano. “Assim foram feitas as minhas duas primeiras peças artesanais em fibras naturais, que meu pai levou para o Centro de Artesanato do Ceará, o Ceart.”

Dali em diante as coisas foram acontecendo. A primeira encomenda, de 300 peças feitas de palha de babaneira e taliscas de coqueiro para entrega em 30 dias. Em seguida, ele começou a treinar artesãs para fabricar os produtos e hoje, em Mocambo, são mais de 30 pessoas produzindo cerca de 25 modelos de jogos americanos e tapetes de fibras naturais. Mas esse trabalho também foi multiplicado com os cursos que Francisco fez pelo Ceará e hoje mais de quinze cidades estão fazendo artesanato de boa qualidade de modo rentável.

“Nossa única fonte de renda era a tecelagem e a única saída, para quem queria progredir, era a rodoviária”, diz Francisco. “Agora, vejo a comunidade explorando uma nova fonte de trabalho e renda, ao mesmo tempo em que não deixa a nossa cultura morrer.”

 

3º Lugar – Marilandia de Santana Luna - FASSO Artesanatos de Glória do Goitá – PE

Bruno Volpi, Assistente de Parcerias da Aliança Empreendedora e Marilandia de Santana Luna.

Marilandia de Santana Luna é uma artista. Ela pinta camisetas belíssimas desenhadas pela sócia, Jeruza Souza, na cidade pernambucana de Glória do Goitá, a 60 km de Recife. O trabalho que elas fazem, mais aquilo que ele representa para a comunidade onde vivem, deu a Marilândia o terceiro lugar no 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário.

“Mais importante que o dinheiro que ganhamos é a possibilidade de divulgar nosso trabalho e mostrar o que pretendemos com ele”, explica Marilandia, cujo sonho é ver seu negócio crescer para empregar mais gente e remunerar melhor as pessoas que moram por ali. “Nossa cidade é pobre em opções de trabalho e rica em cultura, mas se não fizermos nada a nossa história vai se perder”, diz. As camisetas de Marilandia e Jeruza estampam com cores ricas e imagens vibrantes um pouco dessa história

Morena bonita de apenas 25 anos, Marilandia já mostra preocupação com a idade porque acha que o tempo está passando rápido e as coisas acontecem muito devagar. Pura ansiedade. É só listar o que ela conseguiu fazer em tão pouco tempo de vida para ver que não foi pouca coisa.

Primeiro, venceu uma história familiar difícil. Terceira de quatro irmãs, filha de um agricultor e de uma costureira, Marilandia sofreu muito com as crises depressivas da mãe e precisou desenvolver uma autonomia precoce.
Aos 15 anos, conheceu o Serviço de Tecnologia Alternativa, o SERTA, e participou de uma seleção para tornar-se  Agente de Desenvolvimento da Arte e Cultura (ADAC). “Essa formação me proporcionou uma visão mais ampla em relação a meus objetivos e a realidade da minha localidade, principalmente em relação à nossa cultura, que é muito rica, mas estava sendo esquecida.”

Com a bolsa de 70 reais que recebeu durante a formação, Marilandia começou a pensar em montar seu negócio. “Solicitamos um empréstimo de 300 reais para compra de pincéis e tintas e 19 camisetas”, lembra. “Vendemos as 19 e compramos outras, que já estavam encomendadas.”

Naquela época, Marilandia tinha 17 anos e estava terminando o 2º grau.  No ano seguinte, conseguiu uma bolsa de estudos PROUNI e passou a pegar a estrada todos os dias para ir à faculdade. Conseguiu superar a dificuldade da distância e muitas outras, que foram surgindo entre ela e o diploma, e concluiu no fim do ano passado o curso de Administração e Marketing.

Além de realizar esse sonho, que parecia impossível, Marilândia casou, teve a filha Lís, uma menina de 5 anos, e continua achando que o tempo voa e ela ainda não fez nada. É ou não é pura ansiedade?

Saiba mais sobre a IWP Internet: http://iwpinternet.com.br/
Saiba mais sobre a FASSO Artesanatos: http://www.fassoartesanatos.com.br/

 


 

 

 

Fazer para Mudar apresenta as novas tendências em responsabilidade social corporativa, e apresenta os vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário

Começo do evento Fazer para Mudar, abertura com Lylian Vargas, foto de Mauro Frasson.


Encontro permitiu o diálogo entre empresários para trocar experiências sobre ações sociais

Nesta terça-feira (24), empresários das maiores indústrias do Estado se reuniram no Cietep, em Curitiba, para conhecer e discutir novas tendências em responsabilidade social corporativa durante o encontro “Fazer para Mudar – Novas perspectivas para a responsabilidade social corporativa através do apoio ao empreendedorismo comunitário”.

Entre os presentes, estavam: Grupo Boticário, ITAIPU Binacional, MTC Business Club, SPAIPA, NOSSA Gestão de Pessoas e Serviços, SEBRAE, J Malucelli, Farmárias Nissei, Positivo Informática, ARAUCO, Gabinete Senadora Gleisi Hoffmann, Fecomércio-PR, CCPR-Repar, Volvo do Brasil, Gerdau, SESI, TOTVS, Nutrimental, Inst. GRPCOM, ISAE/FGV, Bradesco, entre outros.

O evento, realizado pela Aliança Empreendedora e pela Business Professional Women (BPW) – e que contou com o apoio do Sistema Fiep, serviu como um ambiente para o diálogo e a troca de experiências entre empresas socialmente responsáveis.

A abertura do encontro foi feita por Lylian Vargas que assumiu a presidência da BPW de Curitiba em dezembro do ano passado e fez a ponte entre a Aliança Empreendedora e o Sistema Fiep para a realização do evento. “Essa ação de estender a mão ao próximo não é fácil, a gente sabe das dificuldades. Aqui, vamos ver de que forma as empresas podem ajudar na mudança dessa realidade”, disse Vargas.

O presidente executivo do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, Victor Barbosa, falou da importância da entidade no fortalecimento do relacionamento entre empresários e o terceiro setor. “Pode-se dizer que estamos num bom caminho. Isso tudo é inovação tecnológica e uma gestão social moderna”, destacou.

Um dos cases de inovação e impacto apresentados nesta área é o da Natura, representada por Susy Yoshimura, responsável pelo Movimento Natura. Suzy estrutura projetos sociais e ambientais voltados para o canal de vendas da Natura. Ela tem como desafio identificar lacunas sócio-ambientais e transformá-las em oportunidades de negócio e de construção de marca. “Queremos que as nossas consultoras sejam mais do que vendedoras de produtos, queremos que sejam agentes transformadoras das comunidades onde atuam”, explicou Susy.

Empreendedorismo comunitário

Outro case de sucesso mostrado durante o encontro foi o da Aliança Empreendedora, organização nascida no Paraná e que hoje atua em todo o país apoiando microempreendedores de baixa renda em parceria com empresas como Danone, Gerdau, Santander, Walmart e Natura. “Não devemos trabalhar com o conceito de investimentos sociais, mas de negócios inclusivos. O nosso trabalho não é de dar o peixe, porém é ensinar a pescar e, ainda, montar a peixaria”, disse Rodrigo Brito, diretor da Aliança Empreendedora.

No final do evento, foram premiados os três microempreendedores vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário, que se destacam em todo o Brasil tanto pelo seu negócio quanto por sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social de sua comunidade. O prêmio foi criado e lançado nacionalmente pela Aliança Empreendedora e patrocinado pela Itaipu Binacional e Instituto Camargo Corrêa.

O primeiro lugar ficou com Gerson Pereira, da IWP Internet de Curitiba, o segundo com Francisco Gilmar Martins, de uma Associação de Artesãos de Mucambo, no Ceará, e o terceiro com Marilandia Luna, sócia da FASSO Artesanatos, em Glória do Goitá, a 60km de Recife, no Pernambuco.

Fonte: Agência FIEP de Notícias

Vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário são homenageados em evento que apresenta à Indústria Paranaense novas perspectivas em responsabilidade social corporativa


Na próxima terça-feira dia 24 de maio, às 08h, na Sala dos Conselhos do Centro de Inovação, Educação, Tecnologia e Empreendedorismo do Paraná (CIETEP), acontece o evento: “Fazer para Mudar – Novas perspectivas para a responsabilidade social corporativa através do apoio ao empreendedorismo comunitário”. Uma iniciativa da Aliança Empreendedora e da BPW-Curitiba, com o patrocínio do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná.

Já estão confirmadas as participações de empresas como: CR Almeida, Consórcio CCPR – Repar, Grupo Boticário, Furukawa, Nutrimental S.A., Grupo J. Malucelli, Grupo Ecoverdi, Drogarias Nissei, Grupo Thá, Spaipa Coca-Cola, TOTVS, entre outras.

Um dos cases de inovação e impacto que serão apresentados nesta área é o da Natura, representada por Susy Yoshimura, responsável pelo Movimento Natura. Suzy estrutura projetos sociais e ambientais voltados para o canal de vendas da Natura (hoje, 900 mil consultoras em todo país). Ela tem como desafio identificar lacunas sócio-ambientais e transformá-las em oportunidades de negócio e de construção de marca.

Outro case de sucesso a ser apresentado é o da Aliança Empreendedora, organização nascida no Paraná e que hoje atua em todo o país apoiando microempreendedores de baixa renda em parceria com empresas como Danone, Gerdau, Santander e Walmart. Segundo Rodrigo Brito, diretor executivo da Aliança, “trata-se de um evento único na região sul, que trará às indústrias paranaenses as tendências na área de inovação social e responsabilidade social corporativa no Brasil e no mundo”.

Ao final do evento, os três vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário serão homenageados, são eles:

1º Lugar: Gerson Pereira – Empreendimento: IWP Internet de Curitiba, Paraná. Gerson é curitibano e democratizou o acesso à internet no bairro do Tatuquara, conseguindo um jeito de compartilhar com seus vizinhos a banda larga que as grandes operadoras achavam não valer a pena levar até lá. Hoje ele tem seu próprio negócio, e quase 300 clientes.

2º Lugar: Francisco Gilmar Martins de Souza – Empreendimento: F.G.M DE SOUZA – Artesanato, Distrito de Carqueijo da cidade de Mucambo, no Ceará. Francisco trabalhava ajudando sua família com tecelagem desde criança, levou o método de trabalho para ser implantado na África, e hoje o Centro de Artesanato de Carqueijo emprega cerca de 25 pessoas.

3º Lugar: Marilandia de Santana Luna – Empreendimento: FASSO Artesanatos, Glória do Goitá, a 60km de Recife, no Pernambuco. Marilandia oferece camisetas, quadros e painéis que retratam a cultura da região pernambucana. Além das vendas, Marilandia desenvolve um projeto de inclusão social através da arte para crianças portadoras de necessidades especiais.

O prêmio, criado e lançado nacionalmente pela Aliança Empreendedora e patrocinado pela Itaipu Binacional e Instituto Camargo Corrêa, tem por objetivo fortalecer o empreendedorismo comunitário, identificando lideranças com destaque nacional para que suas experiências sirvam de exemplo a outras pessoas em todo país.

Serviço: Dia 24 de maio de 2011 (terça-feira), as 08h, no CIETEP – Sala dos Conselhos.
Av. Comendador Franco, 1341 – Curitiba – Paraná.
Para inscrever-se, mande um e-mail para: eventos@aliancaempreendedora.org.br

Saiba como a Natura trabalha a inovação e responsabilidade social como estratégias para seu negócio no dia 24 de maio no CIETEP

Suzy Yoshimura, responsável pelo Movimento Natura.


Executivos das maiores indústrias do estado estarão reunidos na próxima terça dia 24 às 8h no CIETEP para conhecer e discutir as novas tendências em responsabilidade social corporativa no evento “Fazer para Mudar – Novas perspectivas para a responsabilidade social corporativa através do apoio ao empreendedorismo comunitário”.

Está confirmada a presença da Natura, representada por Susy Yoshimura, do Movimento Natura. Suzy estrutura projetos sociais e ambientais voltados para o canal de vendas da Natura (hoje, 900 mil consultoras em todo país). Ela tem como desafio identificar lacunas sócio-ambientais e transformá-las em oportunidades de negócio e de construção de marca.

Segundo Rodrigo Brito, diretor executivo da Aliança Empreendedora, “trata-se de um evento único na região sul, que trará às indústrias paranaenses as tendências na área de inovação social e responsabilidade social corporativa no Brasil e no mundo”.

O evento é realizado pela Aliança Empreendedora e pela BPW – Business Professional Women de Curitiba – PR e conta com o apoio do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). A abertura ficará a cargo de D. Lylian Vargas, que assumiu a presidência da BPW de Curitiba em dezembro passado e fez a ponte entre a Aliança Empreendedora e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná para a realização do evento.

Ao final, serão premiados os três microempreendedores vencedores do 1º Prêmio Aliança de Empreendedorismo Comunitário, que se destacam em todo o Brasil tanto pelo seu negócio quanto por sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social de sua comunidade. O primeiro colocado é Gerson Pereira, dono da IWP Internet de Curitiba. Gerson possui um provedor de acesso à internet banda larga via ondas de rádio em locais de Curitiba onde grandes operadoras não tem interesse econômico, atendendo uma demanda da região.

Em segundo, Francisco Gilmar Martins de Souza, representante de uma cooperativa de artesãos de Mucambo no interior do Ceará. Franscisco trabalhava ajudando sua família com tecelagem desde criança, levou o método de trabalho para ser implantado na África, e hoje a cooperativa que lidera emprega cerca de 25 pessoas.

E o terceiro lugar é de Marilandia de Santana Luna, sócia da FASSO Artesanatos, da cidade de Glória do Goitá no Pernambuco. Marilandia oferece camisetas, quadros e painéis que retratam a cultura da região pernambucana. Além das vendas, Marilandia desenvolve um projeto de inclusão social através da arte para crianças portadoras de necessidades especiais.O prêmio foi criado e lançado nacionalmente pela Aliança Empreendedora e patrocinado pela Itaipu Binacional e Instituto Camargo Corrêa.

Serviço:  Dia 24 de maio de 2011 (terça-feira), as 8h, no CIETEP – Sala dos Conselhos Av. Comendador Franco, 1341.
Para inscrever-se, mande um e-mail para: eventos@aliancaempreendedora.org.br
Conheça a Aliança Empreendedora: www.aliancaempreendedora.org.br

Matéria da Exame.com: “Como criar um negócio social” traz opinião de Rodrigo Brito, co-fundador e diretor executivo da Aliança Empreendedora

São Paulo – O tempo em que a etiqueta “sem fins lucrativos” vinha necessariamente atrelada a uma operação com propósitos sociais ficou para trás. Hoje, as organizações que querem contribuir para a construção de um mundo melhor podem fazê-lo sem abrir mão de gerar receita e operar dentro das melhores práticas de gestão e eficiência do mercado.

Os “negócios sociais” começam a se consolidar como uma opção para quem quer empreender e, ao mesmo tempo, gerar impacto social. “É usar o potencial empreendedor para resolver questões de qualidade de vida de populações mais vulneráveis”, explica Maure Pessanha, diretora executiva do Centro de Formações em Negócios Sociais da Artemisia, aceleradora de negócios sociais.

Entre os exemplos de iniciativas neste modelo estão negócios voltados a consumidores de classes C, D e E, como serviços de saúde e educação a baixo custo. “Tem que gerar receita, mas tem que resolver um problema social”, resume Rodrigo de Méllo Brito, co-fundador e diretor executivo da Aliança Empreendedora.

Confira a seguir algumas dicas dos especialistas para criar um negócio social:

Pesquise o público-alvo

Para ser relevante, um negócio social precisa atender às necessidades reais do seu público. Isso exige um contato muito próximo com os consumidores dos produtos e serviços a serem oferecidos.

Não presuma que uma demanda existe – busque verificar através de pesquisas e contatos constantes com os usuários exatamente o que eles querem. “É preciso entender muito bem do problema para poder traçar a estratégia de trás para a frente. Quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto? Que tipo de meio de pagamento ele tem à disposição? É respondendo a essas perguntas que você poderá chegar a uma oferta ideal”, detalha Brito.

Ao lidar com um público de menor patamar de renda, um erro fatal é ter uma postura paternalista ou condescendente. Como em qualquer negócio, o consumidor deve vir em primeiro lugar. “É preciso deixar a arrogância de lado e ouvir o que o cliente tem a dizer”, ele acrescenta.

Encontre um modelo de negócio

Não há um consenso a respeito da constituição jurídica ideal para este tipo de negócio. Muitos nascem a partir de iniciativas de ONGs que precisam de recursos para se autofinanciar. Mas, cada vez mais, tornam-se comuns projetos que já nascem como negócios sociais. Neste caso, é importante pensar desde o início em um modelo que permita que o negócio seja autossustentável – se não a curto prazo, pelo menos em um futuro não muito distante.

“O capital inicial para começar um negócio pode vir de várias fontes, inclusive doações. O que não pode acontecer é contar doação como faturamento, isso é uma ilusão. No longo prazo, é preciso gerar receita”, destaca Maure. Os modelos de negócios são variados. Algumas empresas faturam com a venda dos próprios produtos e serviços oferecidos. Em outros casos, treinamentos e consultoria podem entrar como uma fonte de receita para sustentar um atendimento gratuito ao público.

Faça um bom plano de negócios

Como qualquer negócio que almeja o sucesso, um negócio social deve ter um plano de negócios, o documento que vai detalhar e traduzir em números qual será a oferta da empresa, o mercado em que ela vai atuar, seus concorrentes e projeções de ganhos e gastos potenciais. “O negócio social tem que ser, antes de tudo, um bom negócio, muito bem estruturado e administrado”, destaca Maure. Além de ajudar na hora de buscar recursos, este documento será útil na gestão do dia-a-dia do negócio.

Conduza um piloto

Para fazer os ajustes finos necessários no projeto e mostrar a potenciais investidores que a ideia é boa, fazer um piloto é um caminho interessante. “Teste o seu mercado assim que possível e veja se o produto tem valor para a comunidade”, recomenda Maure.

Busque recursos

A oferta de capital para negócios sociais vêm crescendo no Brasil. Fundos internacionais e até brasileiros, como a Voz Capital e a Sitawi, injetam recursos em projetos promissores em troca de uma fatia do negócio. Como muitos negócios sociais ainda nascem a partir de um modelo híbrido – ONGs que acabam migrando para o setor 2,5 gradativamente, em busca de sustentabilidade –, também é possível captar recursos tradicionalmente disponíveis para o terceiro setor, como verbas de institutos e fundos sociais de empresas. Outra opção é ir atrás de recursos dos programas de subvenção econômica governamentais.

Tenha paixão e perseverança

Um negócio social algumas vezes leva mais tempo para decolar que um negócio tradicional, por isso é fundamental que o empreendedor acredite muito na ideia e tenha persistência. “É importante ter uma visão, uma consciência do impacto do negócio”, diz Maure. Embora, no longo prazo, a remuneração de um executivo responsável por um negócio social possa se equiparar aos valores de mercado, assim como em qualquer empreendimento, e empreendedor terá que apertar o cinto até que o negócio se consolide. “Mesmo negócios tradicionais levam anos para ter escala. É preciso ter paciência”, aconselha Britto.  “A boa notícia é que até o investidor está disposto a esperar mais e ganhar menos, porque investe pelo impacto social”, conclui.

Fonte: Exame.com

Matéria do jornal “O Globo”, fala de ‘crowdfunding’ no Brasil, e cita o Portal Impulso

 

Modelo de financiamento pela web, ‘crowdfunding’ avança no Brasil. Mas há barreiras

RIO – Enquanto lá fora o chamado financiamento colaborativo pela internet se firma como uma alternativa viável aos fundos de capital e a outros instrumentos de crédito que viabilizam investimentos, no Brasil as iniciativas de crowdfunding avançam a passos lentos, ainda concentradas em projetos artísticos, e escorregam na insegurança jurídica, causada pela falta de uma legislação específica. Por causa das barreiras, somente agora projetos empreendedores começam a atrair recursos pelas plataformas verde-amarelas.

Inspirado em experiências estrangeiras, o modelo de arrecadação apareceu no ano passado no Brasil. Atualmente, há 12 sites funcionando e diversos outros recém-criados ou prestes a estrear. Ao todo, atraíram mais de R$ 600 mil em investimentos dos bolsos de 3.500 internautas. O valor – pequeno se comparado aos US$ 35 milhões arrecadados por um único site nos Estados Unidos – deve crescer, alavancado pelo sucesso do modelo nas redes sociais.

Levantamento feito pelo GLOBO nos nove principais sites de crowdfunding do Brasil revela que 67,77% do total investido foi para projetos artísticos, como a produção de filmes e de livros. Os projetos de empreendedorismo, seja para criação de empresas ou de produtos inovadores, ficaram com fatia de 28,83%. Iniciativas de cunho social levaram 3,40% dos recursos.

A concentração em projetos de arte é mais acentuada se for considerado o site Queremos, hors-concours que arrecadou sozinho mais de R$ 400 mil para a realização de seis shows internacionais no país.

Os nove sites pesquisados obtiveram, juntos, R$ 164.182, ou 6,75% dos R$ 2.432.425 que desejam atrair. Dos 118 projetos postados, 11 foram viabilizados, mas 12 fracassaram por não atingirem a meta e 95 estão em aberto.

No crowdfunding – do inglês crowd, multidão, e funding, financiamento -, quem busca investimento para alguma iniciativa publica o projeto em um site, estabelecendo quanto quer arrecadar. Os internautas que gostarem da ideia podem, então, colaborar financeiramente. Se a meta for atingida, quem investiu ganha compensações, desde ingressos para o show financiado, por exemplo, até ações da empresa em questão. O site fica com uma fatia do capital repassado, geralmente 5%. Caso o projeto não atinja a meta de arrecadação em determinado tempo, o dinheiro dos que apostaram é devolvido.

O formato ganhou destaque mundial com o site americano Kickstarter.com, lançado em 2009. A página já atraiu mais de US$ 35 milhões, aplicados por 400 mil pessoas em 14 mil projetos. A plataforma também começou focada em projetos artísticos, mas, como mostrou a edição de março da revista “Wired”, tornou-se um “laboratório para protótipos ousados e produtos engenhosos”. Ou seja, uma incubadora de empreendedorismo e inovação.

O exemplo mais citado é o do designer Scott Wilson, ex-gerente criativo da Nike. Ele pediu pelo Kickstarter US$ 15 mil para fabricar um relógio de pulso com o iPod nano, mas acabou recebendo quase US$ 942 mil de 13.512 internautas.

Logo após a crise global de 2008, muitos fundos de capital de risco quebraram. Foi então que a alternativa da cauda longa do investimento on-line se tornou atraente. Surgiram sites de crowdfunding para capitalizar start-ups (empresas iniciantes), como o Profounders e o GrowVc. Seus investidores ganham participação sobre os lucros das companhias.

‘O ônus do pioneirismo’

No Brasil, porém, o financiamento de produtos ainda não se consolidou, e a capitalização de empresas inexiste. Felipe Matos, gerente de novos negócios do Instituto Inovação, posterga há meses, por questões jurídicas, a estreia do site de crowdfunding para start-ups tecnológicas LoveMoney.

- A legislação de equity (participação em empresas que não abriram capital) cria um problema logístico, como a necessidade de contratos assinados por cada investidor, e isso é uma dificuldade – disse Matos. – Nosso enquadramento jurídico também é incerto. A plataforma pode ser enquadrada como meio de investimento financeiro, o que só pode ser feito por instituição financeira.

Para o coordenador jurídico da Câmara de Comércio Eletrônico, o advogado Leonardo Palhares, esse é o “ônus do pioneirismo”:

- O crowdfunding sofre hoje do mesmo problema que aflige qualquer projeto inovador. Há ausência de legislação a respeito e dificuldade de enquadramento jurídico, pois o direito tem um outro tempo de reação. A perspectiva de mudança depende da sedimentação do negócio.

O site de crowdfunding para microempreendedor Kiva.org não conseguiu entrar no Brasil porque, pela lei, o capital doado não pode sair do país. Inspirado nele, o Impulso.org.br teve de transformar os empréstimos dos internautas em doações, para respeitar a lei. Apesar das restrições, já arrecadou quase R$ 3 mil para microempreendedores:

- A legislação ainda protege muito os bancos – afirmou Lina Useche, co-fundadora do site, para quem a concentração do crowdfunding em projetos culturais vem mudando aos poucos.

Dona de uma microfábrica de velas decorativas em Curitiba, Lucinéia Cardoso, de 32 anos, conseguiu empréstimo de R$ 700 pelo Impulso.org para comprar fôrmas e quadruplicou sua produção:

- Agora penso em pedir, pelo site, crédito para alugar um galpão.

Outro dos pouquíssimos projetos empreendedores inteiramente financiados pelo crowdfunding brasileiro, o site de e-commerce de design Rabiscaria surpreendeu seu criador Carlos Filho ao angariar mais de R$ 23 mil pelo Catarse.me em 45 dias. A página estreia este mês, e o empreendedor planeja capitalizar mais três projetos pelo Catarse, que concentra dois terços do capital movimentado por aqui.

- O crowdfunding brasileiro ainda está concentrado, mas certamente haverá uma expansão para projetos mais ambiciosos. Já há iniciativas até para financiar um time inteiro de futebol por meio dele, como fez lá fora o site MyFootballClub – disse Diego Reeberg, do Catarse e editor do blog Crowdfunding Brasil.

- Em outros países, grandes empresas já buscam capital por meio de crowdfunding, em vez de recorrer a bancos. Acho que é o caminho – disse Guilherme Brotto, um dos responsáveis pelo Daily Crowdsource, fórum internacional sobre o tema.

Se o empreendedorismo ainda encontra pouco suporte, as causas sociais encontram quase nenhum. Há apenas um site voltado para elas, o Senso Incomum. Lançado há poucos meses, arrecadou pouco mais de R$ 700 e financiou um dos oito projetos que publicou. Único do Rio, o projeto Rota 5K do Futuro, de atletismo para crianças do Chapéu Mangueira, quer arrecadar R$ 25.625 para compra de uniformes, mas até agora nada.

- Nunca tinha ouvido falar do site, mas um primo me apresentou e eu topei. É mais uma forma de divulgar o projeto. Já pensou se, pelo Facebook, um empresário achar bacana e resolver financiar a gente? – disse Bruno Njaime, criador do Rota 5K.

Fonte: Jornal “O Globo” - http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/05/08/modelo-de-financiamento-pela-web-crowdfunding-avanca-no-brasil-mas-ha-barreiras-924412343.asp#ixzz1M9dl9CNm - © 1996 – 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

A Fundação eBay e o Changemakers da Ashoka lançam desafio com o intuito de fomentar oportunidades econômicas


A Fundação do eBay e o Changemakers da Ashoka lançaram em março um novo desafio on-line para encontrar as soluções mais inovadoras que criam oportunidades econômicas e geram emprego para populações desfavorecidas ao redor do mundo. O desafio “Todos ao Trabalho: Ampliando Oportunidades Econômicas” vai reconhecer as iniciativas que fortalecem comunidades através da criação de trabalho.

O concurso busca projetos criativos, que usem abordagens colaborativas e tecnologias que promovam informações sobre emprego, defendam o livre acesso a novos mercados e a postos de trabalho para garantir que os trabalhadores de hoje estejam preparados para atender as necessidades em rápida mutação da economia mundial. Os melhores projetos vão ampliar a formação e capacitação de pessoas e facilitar o acesso a empregos estáveis para indivíduos e comunidades. Este desafio global é aberto a indivíduos, organizações e parceiros. As inscrições serão aceitas até as 18h (horário de Brasília) do dia 15 de junho de 2011.

“Nosso concurso com Changemakers da Ashoka é uma extensão natural para o eBay e a Fundação eBay”, disse Lauren Moore, presidente e diretora executiva da Fundação eBay. “Ao apoiar e reconhecer as organizações que estão implementando inovações sociais revolucionárias, temos a capacidade de ajudar a criar oportunidades econômicas e gerar emprego para as pessoas que de outra maneira enfrentam barreiras para participar plenamente da economia global.

“Esse desafio será realizado no Changemakers.com, onde os visitantes podem se inscrever, discutir e compartilhar ideias relacionadas a oportunidades econômicas e geração de emprego, comentar sobre as inscrições e escolher as semifinalistas. As melhores iniciativas serão escolhidas em votação on-line e serão então avaliadas por um painel de jurados especialistas. O júri selecionará os cinco vencedores que irão receber cada $ 50.000, com base na sua capacidade de inovação, impacto social e sustentabilidade. Além disso, os projetos selecionados terão a oportunidade de estabelecer uma parceria de longo prazo com a Fundação eBay.

“O modelo aberto do Changemakers oferece uma forma de elevar as soluções inovadoras para resolver os maiores desafios do mundo”, disse Diana Wells, presidente da Ashoka. “Estamos muito entusiasmados com a parceira com a Fundação eBay para ajudar empresas e empreendedores sociais a aproveitarem ao máximo o talento inexplorado de suas equipes de trabalho. O desafio irá encorajar os participantes a colaborarem com iniciativas inovadoras de alto impacto que criem oportunidades econômicas e gerem emprego para reduzir a pobreza.”

Sobre a Fundação eBay e o Projeto Oportunidade
Primeira fundação corporativa a utilizar ações antes da oferta pública inicial, a Fundação eBay foi criada em 1998 com o intuito de ampliar os limites da aldeia virtual da eBay, fortalecendo comunidades, conectando-as a oportunidades, indivíduos e recursos. Usando uma combinação única de fundos e financiamento, voluntariado e outros recursos, o Projeto Oportunidade promove essa mesma visão para as comunidades mais vulneráveis do mundo. Inspirado na oportunidade econômica da eBay, que levou para milhões de pessoas ao redor do mundo a oportunidade de gerar renda com esse negócio, o Projeto Oportunidade dá a grupos desfavorecidos a oportunidade de participar na economia e gerar o sustento de suas famílias, construindo assim comunidades mais fortes.
Saiba mais em: www.TheOpportunityProject.org

Sobre o Changemakers da Ashoka
O Changemakers da Ashoka é uma comunidade de ação que conecta empreendedores sociais de todo o mundo para compartilharem ideias, inspirarem-se e ajudarem-se mutuamente. Através de seus desafios on-line e processos abertos, o Changemakers.com criou um dos mais sólidos espaços no mundo para o lançamento, debate e financiamento de ideias com potencial para resolver os mais urgentes problemas sociais do mundo. O Changemakers baseia-se nas três décadas de história da Ashoka e acredita que “todo mundo pode mudar o mundo”.
Saiba mais em: http://www.changemakers.com/pt-br

Segurança, cartões, idéias e gravatas – Minha experiência no Fórum Econômico Mundial para a América Latina

 

Rodrigo Brito no Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

Se de um lado nosso ministro de relações exteriores falava no celular, no café conversava com o CEO de uma multinacional e mais tarde jantava com um inovador social que criou um sistema que transforma qualquer celular em um sistema de pagamentos por cartão de forma simples e barata.

Este foi o clima que encontrei no Fórum Econômico Mundial para a América Latina realizado entre 27 e 29 de Abril no Rio de Janeiro a partir do convite que recebi pela rede de Jovens Líderes Globais para palestrar no painel “Promovendo o Empreendedorismo na América Latina” realizado no primeiro dia de evento.

Se por um lado o clima era “pesado” com tanta gente do “status quo” de “famílias” tradicionais e governos, por outro era estimulante conhecer empreendedores de tecnologia, lideranças positivas de empresas e governos ou empreendedores sociais apresentando idéias e soluções criadas justamente para tentar trazer mais equilíbrio para a balança do mundo.

Como empreendedor brasileiro e latino americano, por vezes sentia orgulho do momento de crescimento pelo qual estamos passando, pela expansão de startups e das empresas “multilatinas”, seguido logo de um sentimento de inquietação e insatisfação ao ver do quanto ainda estamos longe de países como Israel ou Estados Unidos no que diz respeito a inovação e empreendedorismo, ou ao ver o crescimento do populismo e as “neo-ditaduras” na região.

Como foi dito em um painel sobre as tendências de governos e desenvolvimento na América Latina, o populismo e as neo-ditaduras crescem não por fazerem promessas a “ignorantes”, mas por ouvirem e trazerem à tona vários temas de interesse dos “ignorados”. Portanto é inviável ou pouco útil pensar em desenvolvimento sem a inclusão e participação ativa de todos neste processo para que os resultados sejam sustentáveis.

Se há algo que é mais interessante em ter participado de um Fórum Econômico Mundial para a América Latina foi justamente em poder ter visto e sentido o “pulso” e a “temperatura” do momento pelo qual estamos passando, com a possibilidade real de interagir, influenciar e poder intervir junto à líderes que, em grande parte, contribuem para os possíveis rumos e futuros de nossa região.

Tirando as gravatas, os pessimistas e defensores do “mais do mesmo” e o clima de segurança pesada, foi um momento único para conhecer, dialogar e se conectar com novos líderes, desafios e idéias rumo a um Brasil e uma América Latina mais global, moderna, inclusiva e desenvolvida.

 

Rodrigo Brito é um dos fundadores e atual diretor executivo da Aliança Empreendedora, Young Global Leader desde 2010 e diretor da empresa ReLab – Laboratório de Transformação.

 

Projeto Reciclagem Inclusiva – parceria entre a Aliança Empreendedora, Gerdau e GIZ beneficiará catadores de materiais recicláveis em seis estados brasileiros

 

A foto foi tirada na sede da COOPERATIVA MOREIRA CESAR RECICLA em Pindamonhangaba/SP. Nela estão os cooperados, a equipe Gerdau e a equipe da Aliança Empreendedora no projeto.

Atuar em 10 cidades e beneficiar 400 catadores diretamente, incluindo suas associações e cooperativas na cadeia produtiva da Gerdau de forma sustentável é a meta do Projeto Reciclagem Inclusiva Gerdau – GIZ. A parceria entre a Aliança Empreendedora, a Gerdau – líder no segmento de aços longos nas Américas e um dos maiores fornecedores de aços longos especiais do mundo, e a GIZ – Sociedade Alemã para Cooperação Internacional visa apoiar e fortalecer as organizações de catadores de materiais recicláveis dentro das áreas de atuação e influência da Gerdau. Propõe-se a aprimorar os processos de gestão, produção e comercialização das organizações de catadores de materiais recicláveis dentro da cadeia produtiva e de valor da Gerdau em todo o território nacional.

O projeto iniciou em janeiro de 2011 e tem como meta no primeiro ano apoiar 10 organizações de catadores localizadas em seis estados do Brasil.
Até o momento, o projeto já cadastrou 7 organizações de catadores nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco e está finalizando a etapa de diagnóstico.

Ao final do primeiro ano, espera-se construir uma metodologia com todas as partes interessadas, e que possa ser replicada e servir como uma ferramenta de profissionalização das organizações de catadores.
A última viagem da equipe foi para Minas Gerias, onde realizou dois diagnósticos: o primeiro na Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Divinópolis (ASCADI) e o segundo, na Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Barão de Cocais (ASERBAC) em Barão de Cocais.

Curso de extensão: “Rede de Design Colaborativo” aconteceu em abril em Belo Horizonte – Minas Gerais

Eduardo Gomes Camargo, Coordenador de Design da Aliança Empreendedora, no canto inferior esquerdo, com os alunos do curso de extensão Rede de Design Colaborativo na UEMG em Belo Horizonte, Minas Gerais

Entre os dias 12 e 15 de abril a Aliança Empreendedora realizou o repasse de sua metodologia de apoio em design para a organização aliada Aprecia, capacitando uma turma de designers para dar suporte a grupos produtivos e empreendedores de baixa renda de Belo Horizonte e região.

Em parceria com a Escola de Design da UEMG, o curso de extensão “Rede de Design Colaborativo” capacitou 23 graduandos, mestrandos e professores de design para que eles apliquem a metodologia CriAtive e possibilitem que os empreendimentos beneficiados pela Aprecia possam melhorar seus próprios produtos e serviços.

Esses empreendedores receberão nos próximos meses novos conhecimentos de design e serão incentivados na aplicação de ferramentas e técnicas para, por exemplo, melhorar a combinação de cores de seus produtos, torná-los mais eco-eficientes, aproximá-los do estilo do cliente e até mesmo como escrever um “briefing” aos designers da Rede para elaboração de material gráfico que ressalte os valores culturais do empreendimento.

A formação da Rede de Design Colaborativo é uma iniciativa da Aliança Empreendedora e tem o objetivo de fortalecer o ambiente de inclusão empreendedora em todo Brasil ao estreitar as relações entre design(er) e empreendedor(ismo) de baixa renda.
Num curto prazo, o designer treinado pode assessorar empreendimentos beneficiados por qualquer organização aliada de forma a não gerar dependência criativa. No médio prazo, teremos mais empreendedores seguros para dialogar, aplicar e investir em design como forma de melhorar seus próprios produtos, serviços e renda. E, em longo prazo, o designer que tem contato com a Rede torna-se sensível e cada vez mais capaz de projetar cadeias de valor e produtos que proporcionem a inclusão econômica de empreendimentos populares.

Ao entrarem em contato com a nova postura e atuação do designer como facilitador (e não autor) no processo criativo, os participantes saíram satisfeitos. “Pude, sem dúvidas, aumentar minha sensibilidade e o modo de observar o próximo, o modo de observar suas necessidades, e a forma como tratá-lo.” comentou Larissa Grace, designer da Rede.

Além de novos treinamentos, a Aliança Empreendedora publicará em breve o Panorama CriAtive 2009-2010, que trará  a metodologia que já foi responsável por mais de R$9.000,00 de faturamento nos empreendimentos apoiados até então, de forma colaborativa.

 

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