Aliança Empreendedora

Fazer da economia um lugar para todos

Solidarium recebe certificação de Comércio Justo, pela “Word Fair Trade Organization” (WTFO)

A Solidarium, empresa social parceira da Aliança Empreendedora,  acaba de se tornar a mais nova organização certificada pela Organização Mundial de Comércio Justo (WTFO).
Essa conquista valida todo o trabalho desenvolvido pela Solidarium desde sua fundação em 2007 e reconhece os resultados alcançados até hoje.

Sobre a Organização Mundial do Comércio Justo:
A Organização Mundial do Comércio Justo (WFTO) é o órgão global que representa mais de 400 organizações, 100% comprometidas com o Comércio Justo. A WFTO é a voz autêntica e a guardiã dos valores do Comércio Justo.

O WFTO opera em 73 países da África, Ásia, Europa, América Latina, América do Norte e do Pacífico, com o objetivo de conquistar o acesso do Comércio Justo ao mercado através da política, da defesa da causa, do monitoramento constante e de campanhas de marketing .

Os membros da WFTO são organizações totalmente comprometidas em erradicar a pobreza através do desenvolvimento econômico sustentável e de políticas sociais e ambientais. Empenhadas  totalmente, também, na prática de reinvestimento contínuo em artesãos, agricultores e  comunidades de produtores marginalizados, habitantes dos lugares mais frágeis do planeta.

No mundo, são 110 milhões de artesãos, agricultores, produtores e simpatizantes (30 milhões de pequenos produtores, suas famílias e comunidades) a conduzir seus negócios através de cooperativas, redes, marcas e empresas, totalmente comprometidas com as premissas do Comércio Justo, movimentando no mercado global a quantia aproximada de 2.2 bilhões de dólares.
O objetivo da WFTO é permitir a melhora da qualidade de vida de pequenos produtores e comunidades, através do comércio justo sustentável.
Para saber mais sobre a história da WFTO, visite : Word Fair Trade Organization
Para conhecer melhor a Solidarium, visite: Solidarium – Transforme o seu mundo

Fonte: http://www.wfto.com

Solidarium está na final do Unreasonable Institute

A Solidarium é uma das 50 organizações selecionadas para fazer parte da etapa final do Unreasonable Institute.

As 25 primeiras organizações a captarem a quantia de $8.000 (dólares), serão nomeadas como Unreasonable Fellows e receberão o apoio de 60 mentores altamente qualificados, acesso a uma rede de 30 fundos de investimento globais e muito mais!

 

Indique para seus amigos, conhecidos e familiares! Faça parte da nossa história e invista agora!

O que é Comércio Justo? SGE

O Comercio Justo (Fair Trade) contribui para o desenvolvimento sustentável ao proporcionar melhores condições de troca e a garantia dos direitos para produtores e trabalhadores localizados em comunidades e regiões de baixa renda.

O movimento do comércio justo propõe ampliar o acesso de pequenos produtores, economicamente em desvantagem, ao mercado. O conceito se baseia na importância de o consumidor adquirir produtos comercializados de maneira responsável, que possibilite remuneração justa e condições de trabalho favoráveis, incluindo o uso sustentável dos recursos naturais.

O Comércio Justo tem como objetivo principal estabelecer contato direto entre o produtor e o comprador, desburocratizando o comércio e poupando-os da dependência de atravessadores e das instabilidades do mercado global de commodities, evidenciando que a relação entre eles precisa obedecer a princípios precisos para ser considerada justa.
Conheça quais são os princípios que regem o Movimento de Comércio Justo:

1. Criação de oportunidades para os produtores economicamente desfavorecidos

Comércio Justo é uma estratégia de combate à pobreza e desenvolvimento sustentável. O seu objetivo é o de criar oportunidades para os produtores que tenham sido economicamente desfavorecidos ou marginalizados pelo sistema de comércio convencional.

2. Transparência e Responsabilidade

Comércio Justo envolve uma gestão transparente e das relações comerciais para tratar de forma justa e respeitosamente com os parceiros comerciais.

3. Construção de Capacidades

Comércio Justo é um meio para o desenvolvimento dos produtores independência.

4. Pagamento de um preço justo

Um preço justo, no contexto regional ou local é aquele que tenha sido acordada através do diálogo e da participação. Alem de cobrir os custos de produção, também permite uma produção que é socialmente justa e ambientalmente racional. Ele oferece um salário justo para os produtores e leva em conta o princípio da igualdade de remuneração por trabalho igual de mulheres e homens.

5. Eqüidade de gênero

Comércio Justo significa que o trabalho das mulheres é devidamente valorizado e recompensado. As mulheres são sempre pagas por sua contribuição para o processo de produção e estão habilitados em suas organizações.

6. Condições de trabalho

Comércio Justo significa um ambiente de trabalho seguro e saudável para os produtores. A participação dos filhos (se for o caso) não afeta negativamente o seu bem-estar, segurança, requisitos educacionais e de necessidade de jogar e está em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, bem como a legislação e normas no contexto local.

7. O ambiente

O Comércio Justo incentiva ativamente melhores práticas ambientais e da aplicação de métodos de produção responsável.

Fonte: Solidarium

Solidarium é destaque na Revista Época Negócios

A Solidarium, parceira estratégica da Aliança Empreendedora, foi destaque na edição da Revista Época Negócios do mês de outubro. A matéria Costura Social apresenta a história da organização, e mostra como a Solidarium faz a ponte entre empreendedores e redes varejistas :

Um negócio social baseado nas regras do comércio justo visa aumentar a margem de lucro do produtor, que chega a atingir 50% nas transações com a Solidarium. Para tanto, a empresa dispõe-se a reduzir o próprio lucro, que gira entre 10% e 20%, e a investir em capacitação dos artesãos, estratégias de otimização da produção e redução de custos com matéria-prima. “Enquanto o mercado tradicional paga R$ 1 por hora de trabalho do artesão, nós pagamos R$ 4,50”, diz Dalvi. O contrato do E-Solidário, como foi batizada a loja virtual do Walmart, é lastreado por um regime especial. O Walmart reduziu em 30% sua margem bruta para fortalecer a causa. O contrato com as lojas físicas segue o modelo tradicional de comércio, com margens em torno de 100%. Um produto que sai da comunidade a R$ 10 é vendido no E-Solidário por R$ 19. Já nas lojas físicas, custa R$ 25.

O objetivo principal do negócio é produzir com qualidade e a preços competitivos. “Somente com grandes volumes conseguiremos gerar renda para mais famílias e fazer a verdadeira transformação social”, diz Dalvi. Desde que foi lançado, em maio passado, o E-Solidário fatura cerca de R$ 8 mil mensais. Almofadas, capas para notebooks e revisteiros estão entre os produtos mais vendidos.

Um negócio social baseado nas regras do comércio justo visa aumentar a margem de lucro do produtor, que chega a atingir 50% nas transações com a Solidarium. Para tanto, a empresa dispõe-se a reduzir o próprio lucro, que gira entre 10% e 20%, e a investir em capacitação dos artesãos, estratégias de otimização da produção e redução de custos com matéria-prima. “Enquanto o mercado tradicional paga R$ 1 por hora de trabalho do artesão, nós pagamos R$ 4,50”, diz Dalvi. O contrato do E-Solidário, como foi batizada a loja virtual do Walmart, é lastreado por um regime especial. O Walmart reduziu em 30% sua margem bruta para fortalecer a causa. O contrato com as lojas físicas segue o modelo tradicional de comércio, com margens em torno de 100%. Um produto que sai da comunidade a R$ 10 é vendido no E-Solidário por R$ 19. Já nas lojas físicas, custa R$ 25.
O objetivo principal do negócio é produzir com qualidade e a preços competitivos. “Somente com grandes volumes conseguiremos gerar renda para mais famílias e fazer a verdadeira transformação social”, diz Dalvi. Desde que foi lançado, em maio passado, o E-Solidário fatura cerca de R$ 8 mil mensais. Almofadas, capas para notebooks e revisteiros estão entre os produtos mais vendidos.”

foto Revista Época Negócios

Produtos Solidarium nas Lojas Renner!

Confira abaixo as fotos de alguns dos produtos da “Solidarium – Comércio Ético e Justo” sendo vendidos em todo o Brasil pelas Lojas Renner. São produtos confeccionados por microempreendedores de baixa renda apoiados pela Aliança Empreendedora e comercializados pela Solidarium segundo os critérios do Comércio Justo.

A Solidarium é uma organização integrante da Aliança Empreendedora, sendo responsável pelo “Acesso a Comércialização” viabilizado aos microempreendedores apoiados. Caso queira conhecer mais, visite www.solidarium.com.br.

solidarium na Renner 

Au Brésil, l’équitable sur l’avenir – Matéria no jornal francês Libération

Confira abaixo e no link http://www.liberation.fr/monde/0101610294-au-bresil-l-equitable-sur-l-avenir a matéria sobre Solidarium e Aliança Empreendedora  veiculada no caderno “As Soluções Liberais” do jornal francês Libération, publicado em mais de 20 países. A matéria foi publicada no Natal passado, dia 25 de Dezembro de 2009.

Au Brésil, l’équitable sur l’avenir

Reportage – Des favelas à la grande distribution, l’économie solidaire est en plein boom.

Capa - Libération - dez/09

Capa - Libération - dez/09

Maria s’affaire sur sa machine à coudre flambant neuve. Elle termine un dernier lot de nécessaires pour les magasins Renner, une des principales chaînes d’habillement au Brésil. Le salon de Maria, où elle a installé son atelier de couture, est sens dessus dessous. Des piles de tissus s’entassent partout. Les trousses floquées de papillons s’alignent sur le sofa. «Au total, j’en ai fait 125, plus 150 sacs», raconte fièrement cette femme de 49 ans.

Nous sommes à Vila Zumbi, une favela des environs de Curitiba, capitale du Paraná (Etat du sud du Brésil). Depuis dix jours, Maria et les autres membres de l’Association des entrepreneurs Zumbi dos Palmares (AEZP), spécialisée dans les accessoires et les articles de décoration en tissu, travaillent à la commande des magasins Renner : deux modèles de sacs et autant de nécessaires, disponibles depuis cette semaine dans 110 points de vente sur le territoire national. Les 45 «associés» de l’AEZP sont pour la plupart des gens du quartier. Comme Maria, ancienne employée de maison, ils étaient condamnés, faute de qualification, à des emplois mal rémunérés, sinon au chômage. Aujourd’hui, les femmes sont couturières et les hommes sérigraphes. Ils ont été formés par l’association.

«L’AEZP a vu le jour il y a cinq ans, parce qu’on ne savait pas où vendre ce qu’on produit, raconte sa fondatrice, Diva Paganardi. On s’est dit qu’ensemble, tout serait plus facile.» Il y a encore deux ans, néanmoins, l’association ne vendait pas grand-chose. «Aujourd’hui, la demande est telle que nous sommes à la recherche de nouveaux artisans», se réjouit Paganardi. Les ventes ont bondi grâce à Solidarium, une entreprise de commerce équitable par le biais de laquelle l’AEZP a trouvé des débouchés importants : les magasins Renner, mais aussi la chaîne américaine de grande distribution Wal-Mart et celle d’ameublement franco-brésilienne Tok&Stok. Les commandes sont conséquentes : 4 500 pièces par mois pour Renner ; 3 000 pour Wal-Mart ; 350 pour Tok&Stok. L’AEZP en fournit environ 20%. Le reste est produit par les 34 autres associations ou coopératives d’artisans avec lesquelles traite Solidarium.

Matéria Aliança / Solidarium

Matéria Aliança / Solidarium

Prix juste.

L’entreprise a été fondée en 2006 par des jeunes de Curitiba. «Nous voulons faire du profit tout en contribuant à l’inclusion sociale», explique son jeune directeur, Tiago Dalvi, 23 ans. Depuis l’arrivée au pouvoir du leader de gauche Lula, en 2003, la pauvreté a nettement reculé – notamment grâce aux aides versées par l’Etat -, mais elle touche encore des dizaines de millions de Brésiliens. Dans ce pays marqué par de profondes inégalités sociales, le commerce équitable, communément admis comme un échange entre les pays du Nord et ceux du Sud, n’a pas besoin de traverser les frontières et fait appel à la solidarité des couches aisées. «Au Brésil, ce type de commerce est encore très limité, reprend Tiago Dalvi. Nous, nous voulons aider le plus grand nombre d’artisans à écouler leur production dans la grande distribution, à laquelle ils n’ont généralement pas accès.» Beaucoup dépendent d’intermédiaires malhonnêtes qui achètent à prix très bas et revendent beaucoup plus cher. Solidarium tente, au contraire, de trouver un prix juste. «Le producteur gagne bien plus que nous, précise Dalvi. Son revenu net représente 28 à 35% du prix final payé par le consommateur – la moyenne est de 21% dans le commerce équitable – contre environ 5% pour Solidarium. Nous préférons gagner peu sur chaque unité, mais en vendre beaucoup.» Le tout dans le respect de l’environnement. Les sacs et trousses de Renner, par exemple, sont en plastique et en vinyle issus du recyclage de bouteilles et d’affiches publicitaires par les ramasseurs d’ordures de Curitiba. Solidarium est chapeautée par Aliança Empreendedora, une organisation d’intérêt public fondée par le même groupe de jeunes. Son objectif : le soutien à la petite entreprise et à l’économie solidaire, base du commerce équitable.

Goulots. Le gouvernement estime à quelque 50 000 le nombre d’associations, coopératives et autres groupements qui se réclament de ce type d’économie au Brésil. Les 22 000 recensés jusqu’ici dégagent un chiffre d’affaires de plus de 2,35 milliards d’euros et occupent deux millions de personnes. «Au départ, les gens se repliaient sur cette forme d’organisation pour faire face au chômage, explique Fabio Sanchez, en charge de l’économie solidaire au gouvernement. Aujourd’hui, ils le font surtout par choix.» Son secrétariat, créé par Lula, a mis en place des politiques de soutien, mais les besoins sont tels que toute contribution est bienvenue.

L’Aliança agit sur les goulots d’étranglement du secteur : la commercialisation, mais aussi l’accès au crédit, difficile pour un public pauvre qui n’a pas de garantie à offrir, et la formation à la gestion d’entreprise. «Nous apprenons également aux artisans à déterminer les prix et à négocier, poursuit Dalvi. Car l’objectif ultime est de leur permettre de vendre directement leur production, sans passer par nous.» Selon lui, le revenu moyen des artisans partenaires de l’Aliança a triplé. Dans le cas de ceux de l’AEZP, il aurait même décuplé, passant à environ 500 réaux (196 euros). Maria en a empoché près de 3 000 cette année. C’est moins que l’an dernier, car la crise est passée par là et les commandes ont été réduites (les artisans sont payés à la production), mais c’est un sacré coup de pouce pour elle, qui vivait jusqu’ici de la maigre pension de son défunt mari. «Ma situation s’est améliorée du tout au tout, témoigne Maria. Désormais, j’ai de bonnes choses à manger. J’ai même pu payer une fête d’anniversaire à mon petit-fils.»

Indépendance. L’AEZP a dopé sa production grâce au microcrédit fourni par l’Aliança, qui a permis l’acquisition de nouveaux équipements. Chaque couturière a désormais sa propre machine à coudre. «Du coup, je peux travailler chez moi, sans avoir à quitter mes enfants», se félicite Simone, 24 ans. Comme tant d’adolescentes pauvres, Simone a dû quitter l’école très tôt, pour cause de grossesse précoce, à 13 ans. Il y a deux ans, elle a décidé de travailler. Elle aime ça : «Je me sens utile», dit la jeune femme. Les bons mois, elle gagne l’équivalent de 240 euros. De quoi conforter le gouvernement de Lula, qui voit dans le commerce équitable un moyen de prolonger ses politiques de lutte contre la pauvreté.

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